Calculadora de split por área do cômodo
Calcule os BTU de que um split precisa a partir da área do cômodo. A regra geral são 20 a 30 BTU por pé quadrado, com ajustes por pé-direito, exposição ao sol, isolamento e zona climática. Como referência em métrico, 20 BTU/ft² dão uns 215 BTU/m², e um aparelho de 12.000 BTU dá 3,52 kW de frio.

Calculadora de dimensionamento de split

Regras de BTU por pé quadrado
Regra padrão: de 20 a 30 BTU por pé quadrado para frio. Um quarto de 400 ft² precisa de 8.000 a 12.000 BTU, então um split de 9.000 BTU é a escolha típica.
Tamanhos usuais de split: 6.000 BTU (cobre de 100 a 250 ft²), 9.000 BTU (250 a 400), 12.000 BTU (400 a 550), 18.000 BTU (550 a 800), 24.000 BTU (800 a 1.200). Em quilowatts: 9.000 BTU = 2,64 kW, 12.000 = 3,52 kW, 18.000 = 5,28 kW e 24.000 = 7,03 kW.
Ajustes à regra
Some 10 % numa cozinha (calor de cocção). Some 10 % em ambientes muito ensolarados. Some 10 % com pés-direitos acima de 8 ft. Subtraia 10 % em ambientes sombreados ou com isolamento acima da média. Os climas quentes pedem mais BTU; os frios pedem um aparelho voltado para aquecimento.
Para um dimensionamento mais preciso, use um cálculo de carga térmica tipo Manual J, que é o padrão do setor. Quase todos os instaladores o oferecem como parte de um orçamento sem custo.
Dimensionar por BTU: a regra grosseira
20 BTU por ft² para frio em climas moderados.
25 a 30 BTU por ft² em climas quentes e úmidos.
16 a 18 BTU por ft² em climas frescos e secos.
Exemplo resolvido: um quarto de 300 ft² em clima quente. 300 × 25 = 7.500 BTU. Arredonde para o tamanho padrão: 9.000 BTU (1 tonelada de refrigeração).
Tamanhos usuais por cobertura: 9.000 BTU cobre de 300 a 450 ft². 12.000 BTU cobre de 450 a 600 ft². 18.000 BTU: de 600 a 900 ft². 24.000 BTU: de 900 a 1.200 ft². 36.000 BTU: de 1.500 a 1.800 ft².
Por que a regra dos 20 BTU não basta
Pé-direito: supõe-se o padrão de 8 ft. De 9 a 10 ft soma entre 10 % e 15 % à carga. Abobadado ou catedral: de 20 a 30 %.
Qualidade do isolamento: um isolamento ruim pode somar entre 30 % e 50 % à carga de frio e calor.
Janelas: muito vidro voltado ao oeste em clima quente soma entre 30 % e 50 %.
Ocupação: 600 BTU por pessoa somados à carga de frio.
Equipamentos que geram calor (cozinhas, home offices com vários monitores): podem somar de 1.000 a 3.000 BTU.
Zona climática: duas cidades com climas opostos podem diferir mais de 50 % em carga de frio com a mesma área.
Faça sempre um instalador realizar um cálculo de carga Manual J para dimensionar bem. Os aparelhos superdimensionados ligam e desligam o tempo todo e não desumidificam. Os subdimensionados funcionam sem parar e nunca alcançam a temperatura.
Dimensionar o split pela área do cômodo
Os splits são vendidos por capacidade em BTU por hora, e o ponto de partida para escolher um é a área do ambiente a que ele serve. A base mais usada são cerca de 20 BTU por pé quadrado para frio, e daí saem as cifras padrão de dimensionamento cômodo a cômodo.
Os aparelhos vêm em tamanhos fixos — 9.000, 12.000, 18.000, 24.000 e 36.000 BTU são os degraus residenciais usuais — então o exercício prático é calcular o seu requisito em BTU e depois escolher o tamanho mais próximo igual ou superior. A tabela emparelha cada tamanho de ambiente com os dois números.
Aqui maior não é melhor, e nisso os splits se diferenciam de quase qualquer outro equipamento. Um superdimensionado esfria o ar rápido, satisfaz o termostato e desliga antes de ter tirado muita umidade, deixando um ambiente frio e úmido e um compressor que liga e desliga o tempo todo. Subir de tamanho «por via das dúvidas» é o erro mais comum e mais caro dessa categoria.
Exemplo resolvido — uma sala integrada de 450 ft². A 20 BTU por pé quadrado dá 9.000 BTU. Um aparelho de 9.000 BTU encaixa exato, mas se o ambiente tiver muito vidro a oeste você passaria para 12.000; se for um ambiente sombreado ao sul, ficaria em 9.000.
Ajuste a base pelo que a área não consegue ver. Some cerca de 10 % num ambiente que recebe muito sol da tarde e subtraia cerca de 10 % num muito sombreado. Some uns 600 BTU para cada pessoa que o ambiente sustenta habitualmente acima de duas, e some uns 4.000 BTU se for uma cozinha. Os pés-direitos acima de 8 ft aumentam o volume a condicionar, então escale pela razão de altura e não só pela área de piso.
| Área | BTU necessários | Tamanho de aparelho mais próximo | Espaço típico |
|---|---|---|---|
| 250 ft² | ~5.000 BTU | 9.000 BTU | Quarto ou escritório pequeno |
| 350 ft² | ~7.000 BTU | 9.000 BTU | Quarto grande |
| 450 ft² | ~9.000 BTU | 9.000 BTU | Sala integrada |
| 600 ft² | ~12.000 BTU | 12.000 BTU | Sala, apartamento pequeno |
| 900 ft² | ~18.000 BTU | 18.000 BTU | Pavimento principal integrado |
| 1.200 ft² | ~24.000 BTU | 24.000 BTU | Uma casa pequena inteira |
| 1.800 ft² | ~36.000 BTU | 36.000 BTU | Sistema multizona |
Faixas de custo
Monozona (uma unidade interna, uma externa): US$ 3.000-7.000 instalado. Cobre de 300 a 1.500 ft² conforme a capacidade.
Duas zonas: US$ 5.000-10.000 instalado.
Três zonas: US$ 7.000-13.000 instalado.
Quatro zonas: US$ 9.000-16.000 instalado.
Kits para instalação própria: US$ 1.500-3.500 de material em monozona. Economiza entre US$ 1.000 e 3.500 de mão de obra, mas pode anular a garantia do fabricante.
Por pé quadrado instalado: US$ 5-15 tipicamente, conforme o tamanho do sistema e as exigências de dutos.
Custo de operação: os splits são entre 30 % e 50 % mais eficientes que um ar-condicionado central, e entre 50 % e 70 % mais que um aparelho de janela. Economia anual típica: US$ 300-1.200 contra aparelhos de janela numa casa de 1.500 ft².
Multizona: dimensione cada unidade e veja o que a menor obriga
Um sistema multizona põe uma unidade interna em cada ambiente e faz todas funcionarem a partir de uma única unidade externa. Cada unidade interna é dimensionada pela área do próprio ambiente, exatamente como se faria num monozona: elas não são dimensionadas pelo total da casa, porque uma unidade só consegue condicionar o ambiente em que está.
Exemplo resolvido a 25 BTU por pé quadrado. Uma sala de 500 ft² precisa de 12.500 BTU e leva uma unidade de 12.000. Um quarto de 300 ft² precisa de 7.500 e leva uma de 9.000. Um escritório de 150 ft² precisa de 3.750, e a menor unidade fabricada normalmente é de 6.000, então ele leva uma do mesmo jeito e fica superdimensionado em 60 %.
Essa é a armadilha do multizona, e é um problema de área mais que de equipamento. Os três ambientes calculam 23.750 BTU entre todos, mas as unidades que você realmente pode comprar somam 27.000: cerca de 14 % acima da carga, forçado inteiramente pelo tamanho mínimo de unidade no ambiente pequeno. Os ambientes pequenos são onde os sistemas multizona são superdimensionados.
O superdimensionamento custa conforto mais que dinheiro. Uma unidade grande demais para o ambiente dela satisfaz o termostato na hora, desliga e nunca funciona o suficiente para tirar umidade do ar: o ambiente marca fresco e se sente úmido. Quando um ambiente dá bem abaixo de 6.000 BTU, muitas vezes compensa mais deixá-lo fora do sistema, ou resolvê-lo com uma grelha de transferência da zona vizinha, do que dar a ele uma unidade que nunca vai usar.
Pro tips
Não superdimensione
Um split superdimensionado liga e desliga o tempo todo, não desumidifica bem e deixa o ambiente úmido. Vinte por cento a mais tudo bem; 50 % é um problema de conforto.
As paredes a oeste somam carga
O sol da tarde sobre uma janela grande a oeste pode somar mais de 2.000 BTU de ganho solar. Leve a orientação do ambiente em conta ao dimensionar.
As plantas integradas pedem um aparelho maior
Uma cozinha, sala e sala de jantar integradas não são a soma de três aparelhos pequenos: são um único ambiente grande. Dimensione pela área total como um só espaço.
Multizona para vários ambientes
Com 3 ambientes ou mais, uma unidade externa multizona com unidades internas separadas custa menos por zona que 3 sistemas individuais e dá controle independente por ambiente.